SEM VOTOS, CHAPA LIGADA À CTB USA
VIOLÊNCIA PARA IMPEDIR REALIZAÇÃO DE ELEIÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores na
Construção Civil de Belém é um dos mais importantes do país, com tradição na
luta em defesa dos direitos e interesses da sua categoria e também nas lutas de
toda a classe trabalhadora, como se pôde constatar recentemente na luta contra
a reforma trabalhista, a terceirização e, agora, na luta contra a reforma da
previdência.
Mas nem todas as forças políticas
que atuam no movimento da classe trabalhadora estão a favor de fortalecer este
exemplo de luta. No dia (5 de janeiro) as eleições para a diretoria deste
sindicato se transformaram em palco para um espetáculo de violência e
desrespeito aos trabalhadores, patrocinado pela chapa de oposição ligada à CTB
e ao PCdoB.
Sem nenhum apoio na base da
categoria para suas ideias, sem nenhuma perspectiva de ganhar o voto dos
trabalhadores, esta chapa decidiu então impedir os trabalhadores de eleger a
diretoria do seu sindicato. Demonstram assim sua disposição de mudar, seja ao
custo que for, esta trajetória de luta da entidade, de remover o espinho na
garganta dos patrões e do governo que este sindicato representa. Primeiro
tentou suspender as eleições na Justiça. Seu pedido foi negado, pois não havia
nenhuma irregularidade no processo eleitoral em curso.
Então apelou para a violência
pura e simples para impor sua vontade aos trabalhadores. Com mais de cem
“bate-paus” contratados e dirigentes e militantes sindicais de outras
categorias ligados àquela Central, desencadearam toda sorte de ataques aos
mesários responsáveis pela condução das urnas e da coleta de votos, agredindo
as pessoas e
roubando urnas e documentos da eleição (lista de votantes, atas).
Essas agressões ocorreram na
saída das urnas das obras onde havia sido feita a coleta de votos e também na
sede do Sindicato, onde até tiros de revolver foram disparadas. Há vários
trabalhadores e trabalhadoras feridos, um diretor do sindicato com a perna
quebrada.
Toda essa situação inviabilizou
que a coleta de votos fosse levada até o final, ontem, para que se pudesse
apurar o resultado da votação dos trabalhadores. A diretoria do Sindicato vai
reunir a categoria em assembleia no início da semana para resolver, junto com
ela, os passos para fazer a nova coleta dos votos. A violência e gangsterismo
não vão se impor. A vontade da categoria vai prevalecer!
O Sindicato vai cobrar também,
das autoridades competentes, atitudes que coíbam este tipo de abuso e de
violência contra os trabalhadores. E desde já denuncia, ante o movimento
sindical e toda a sociedade, essa pratica de “gangster” adotada pela chapa 2,
apoiada pela CTB contra o direito democrático dos trabalhadores de eleger
livremente a diretoria do seu sindicato. Cobra publicamente uma posição da CTB
e do PCdoB a quem a chapa 2 é ligada. A CTB e o PCdoB aprovam e são cumplices
da violência contra os trabalhadores praticada pela chapa que estão apoiando?
Ou virão à público condenar esta prática?
E conclama a todo o movimento
sindical, a todas as organizações dos trabalhadores a repudiar este tipo de
prática, que substitui o livre debate de ideias por agressões físicas. Que
busca impor, pela violência, sua vontade aos trabalhadores. É gravíssimo o
precedente patrocinado pela chapa apoiada pela CTB neste processo eleitoral. É
obrigação de todos e todas que presam os direitos democráticos, atuar para que
ele não prospere.
Belém, 6 de janeiro de 2018
Diretoria do Sindicato dos
Trabalhadores da Construção Civil de Belém
CSP-Conlutas – Central Sindical e
popular